2009-03-30

Expresso Capuccino

Madrugada perfeita com ela, as always. Bem, não durmi. Devo admitir que estava um tanto quanto fraco e desanimado pela manhã. Peguei uma lotação e cheguei no cursinho. 20 minutos pras 8 horas da manhã. Não tinha comido nada em casa. Fui na lanchonete no primeiro andar e pedi um expresso, pra me manter acordado. Bebi, o café mais quente da história, e coloquei o copo - que com certeza não foi projetado para altas temperaturas - no lixo e subi para o quinto andar, pelas escadas. Escadas nunca foram big deal pra mim. Mas aquelas, naquele minuto, foram. Eu estava com um pouco de tempo e fui pedir informações sobre vagas no turno da noite. Eu não conseguia me concentrar nas palavras, foi kind of bizarro. Eu não tava conseguindo respirar muito bem, e eu via que a mulher estava louquinha pra rir da minha cara. Peguei as informações e me retirei para a sala de aula. Sentei num lugar aleatório, mas sempre na segunda fileira de cima pra baixo - não sei por que, simpatizei com ela. Sentei na cadeira para canhotos que, por milagre, não estava sendo ocupada por um destro. E ainda, só há duas na sala inteira. Duas de cem cadeiras são para pessoas que escrevem com a mão esquerda. Que discriminação! Mas enfim. Sentei, me estiquei todo, esfreguei os olhos e estralei os ossos na tentativa de me manter focado na aula. Primeiro e segundo período, história com o professor Paulo Almeida. Putz, adoro as aulas desse cara. Encarei os dois primeiros períodos na boa. Mas... Eis que me entra, no terceiro período de aula da manhã, o carismático professor de química, Ney. Olha, nada contra o cara, mas que porra de aula chata. Perdi completamente o foco e abri o caderno de química. Óbviamente, não para a química em si. Desenhos, desenhos e mais desenhos. Intervalo, mais desenhos. Mais um período com o Ney. No quinto, temos português com o Falcão. Olha, eu gosto do Falcão, as aulas deles não são chatas, mas a aula do Ney me despertou uma vontade de desenhar... Comecei a desenhar um monólogo no terceiro período e terminei na metade do sexto período, ainda com o Falcão. Um monólogo em quadrinhos dividido em três partes, mas deixo como assunto para o próximo post. Ouve-se o sinal. Fim da aula. Saio contente, mesmo. Mas nada do que aconteceu na aula. O que me alegrou foi algo muito maior e importante. É, a minha gatinha. Tão bom ver ela com esse ânimo todo. Fiquei realmente feliz! Mas enfim, estava mais feliz porque ela ia ligar e eu ia poder conversar com ela. Eu estava mesmo afim de tomar café hoje. E todo mundo que me conhece sabe que eu NÃO tomo café, nunca. Mas é, resolvi tomar. O primeiro eu tinha motivo, mas o segundo, não... Mas pra quê motivo? Entrei no McDonald's - odeio a espelunca, mas devo admitir que adoro o McCafé - e fui até o balcão da área cult, mod & kinda oldschool. Isso, no Rua da Praia, só pra constar, lá tu encontra muitas figuras excêntricas, mas enfim... Pedi um Capuccino para levar e um Croissant de presunto e queijo. Misturei o açúcar e a canela no Capuccino, tampei e saí. Cara. Eu, oficialmente, amo Capuccino com canela e açúcar. Eu, que sempre rejeitei café, adoro Capuccino. Mas aquele Expresso, pelamordedeols. Entrei na lotação pra vir pra casa. No meio do caminho ela liga. Cara, eu fiquei tão feliz, mas tão feliz, que depois eu tava sorrindo que nem bobo, pra qualquer coisa. Adorei falar com ela naquele humor e ainda bebendo meu Capuccino, o dia um tanto quanto bonito e um clima um tanto quanto agradável. Perfeito. Simplesmente perfeito. Isso valeu meu dia. Meu, o papa pode chegar agora aqui em casa querendo me exorcisar, ele pode me xingar em alemão, me botar na câmara de gás e botar fogo em mim. Eu vou sorrir. Sorrir bem grandão. De orelha a orelha. You know why? Por que eu to amando e vou amar pra todo o sempre uma garota muito especial que também me ama e vai me amar pra todo o sempre. E sabe o melhor? Eu a faço feliz. Feliz as hell. E feliz as hell estou eu também. Eita post grande. Só pra expressar minha alegria, neste dia um tanto quanto especial, mesmo ainda sendo só uma segunda-feira um tanto quanto convencional.

2009-03-29

Let's get the important things!

- I'll get radios and TV's!
- And... CHOCOLATES! CHOCOLATES! WOOHOO!

Bukowski: Cenas da Penitenciária

"Na maioria, as celas viviam cheias demais, e ocorreram vários disturbios raciais. Mas os guardas eram sádicos. Transferiram Blaine da minha pra outra, repleta de negros. Mal ele entra, ouve um deles dizer:
- Taí o meu veado! É isso aí, pessoal, esse cara vai ser o meu veado! Aliás, bem que se podia dividir ele entre nós! Você vai tirar a roupa, filinho, ou quer que a gente te ajude?
Blaine tira toda a roupa e se deita de bruços no chão.
Fica ouvindo passos ao seu redor.
- Credo! Nunca vi olho de cu mais feio que este!
- Nem dá pra ficar de pau duro, Boyer, palavra, brochei!
- Nossa, parece rosca mofada!
Todos se afastam, Blaine levanta e se veste de novo.
Depois me conta no pátio de exercício:
- Tive sorte. Iam me esquartejar!
- Nada como ter um cu horrendo - digo eu."